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PGS 24 Cromossomos

Screening genético pré-implantacional para identificar embriões cromossomicamente normais

1. Apresentação. O que é?

PGS 24 chromosomes

O diagnóstico genético pré-implantacional PGS permite o estudo genético dos embriões antes da transferência ao útero materno e por tanto, antes da gravidez e implantação deste embrião no útero materno. Faz-se necessário a extração de células do embrião fertilizado através da Fertilização in Vitro (FIV). As células retiradas através de biópsia embrionária são enviadas a nosso laboratório de genética avançada para o estudo genético para as diferentes alterações genéticas. Com o resultado de tal estudo, seleciona-se os embriões cromossomicamente normais para sua transferência ao útero, reduzindo assim o risco de aborto, aumentando as chances de gravidez e nascimento de um bebê com saúde.

Em determinados casos o PGS é indicado para o casal que tem um risco aumentado para a formação de embriões com anomalias no número ou na estrutura dos cromossomos, como por exemplo em caso de idade materna avançada (acima dos 38 anos) ou alterações severas no espermatozoides. O PGS, do inglês “preimplantation genetic screening”, realiza o sequenciamento de aneuploidias (alterações cromossômicas no embrião) ajudando o especialista em reprodução humana a identificar os embriões cromossomicamente normais dentre todos os embriões de uma paciente, o que aumenta as chances de gravidez da FIV.

Este procedimento permite analisar todos os 24 cromossomos, a fim de descartar a possibilidade de aneuploidias embrionárias antes da implantação.

As aneuploidias são alterações cromossômicas que podem produzir falhas de implantação em ciclos de reprodução assistida, abortos espontâneos e cromossomopatias em recém-nascidos.

O PGS da Igenomix utiliza a tecnologia NGS (Next Generation Sequencing), de maior precisão no estudo dos 24 cromossomos para descartar alterações cromossômicas embrionárias antes da gravidez. A tecnologia NGS é uma evolução comparada à técnica anterior aCGH, considerada uma poderosa ferramenta para fornecer informação sobre o embrião que a análise morfológica realizada no laboratório de embriologia da clínica de reprodução humana não pode obter de outra forma para um diagnóstico clínico completo do embrião. A técnica NGS também possibilita analisar mais embriões de forma mais acessível que as tecnologias anteriores.

Mais informações:
Para realizar o PGS por NGS, trabalhamos com a plataforma da ThermoScientific baseada na tecnologia de sequenciamento de nova geração. Trata-se de uma plataforma especialmente desenvolvida para o diagnóstico genético pré-implantacional e que previamente foi validada em nosso laboratório para otimizar a eficiência de amplificação e garantir confiabilidade dos resultados com uma única célula. Esta tecnologia oferece também resultados excelente em biopsias de trofectoderma nos casos assim solicitados.

É importante mencionar que a tecnologia de NGS, assim como aCGH, não detecta um tipo de anomalia que consiste na presença de 3 ou mais cópias para o total de cromossomos simultaneamente. O tempo de resposta é de 24 horas após o recebimento da amostra.

 

2. Indicações. Para quem e por que?


Sabemos que mais de 50% de todos abortos espontâneos ocorrem pela presença de anomalias cromossômicas fetais. Por outro lado, a porcentagem de gestações com anomalias cromossômicas que podem evoluir a recém-nascidos com cromossomopatias aumenta à medida que aumenta a idade materna. O risco de produzir embriões aneuploides está particularmente aumentado nos seguintes grupo de país com um mal prognóstico reprodutivo:

  • Mulheres com idade superior a 38 anos.
  • Casais que sofreram diversos abortos espontâneos sem causa definida.
  • Casais com diversos ciclos de FIV sem sucesso de gestação.
  • Homens com baixa concentração de espermatozoides.
  • Casais com alguma gestação anterior com anomalia cromossômica.

A seleção de embriões cromossomicamente normais para estes casais diminui efetivamente o risco de abortos e aumenta de forma total o êxito reprodutivo.
PGS testing

Gravidez após os 38 anos

O ritmo de vida tem causado que mais e mais mulheres decidam ou possam se tornar mães apenas quando seu nível de fertilidade está reduzido, o que caracteriza a idade materna avançada, ou seja, a maternidade após os 38 anos. Esta mudança social tem se refletido em um aumento de 33% * em nascimentos com mães acima de 40 anos nos últimos 5 anos.

A mulher nasce com um certo número de óvulos cuja capacidade de conceber diminui ao longo do tempo, especialmente depois de 38 anos de idade. O risco de anomalias e doenças genéticas nos descendentes cresce com o avanço da idade materna. A maioria dos embriões com um número incorreto de cromossomos não conseguem implantar ou sofrem um aborto durante o primeiro trimestre da gravidez.

Em mulheres com mais de 38 anos, 85% dos embriões apresentam anormalidades cromossômicas. Essas alterações podem ser numéricas. O exemplo mais comum da Síndrome de Down (três cópias do cromossomo 21 ao invés de duas), juntamente com as Síndromes de Edwards e de Patau. ** O risco de ocorrência nessa faixa etária é de 30%, mesmo que o casal não apresente alterações em seus cromossomos. Com esta técnica, em adição à seleção do embrião livre de alterações numéricas, a probabilidade de gravidez clínica evolutiva *** é de 60 % .

(*) INE: Instituto Nacional de Estadística.
(**) Hassold T.J. Hunt PA To err (meiotically) is human: the genesis of human aneuploidy. Nature Reviews 2001, 2: 280-291.
(***) Embarazo con 12 o más semanas de gestación

Abortos de repetição

Aproximadamente 50% dos abortos espontâneos durante o primeiro trimestre de gravidez ocorrem pela presença de anomalias cromossômicas em casais que seu respectivos cariótipos são normais. As alterações que se observam, são em sua maioria, aneuploidias. Os estudos de PGS em tais casais, revelou que 65% de todos os embriões gerados são considerados cromossomicamente anormais, e que para 15% de todos os casais, todos os embriões gerados são cromossomicamente anormais. Assim, indica-se a realização do PGS para descartar aneuploidias para todos os cromossomos mediante à técnica de aCGH.
Os estudos clínicos no Grupo IVI até 2012 * mostram que a aplicação desta técnica dobra as taxas de gravidez obtidas em comparação com 30% obtido sem a realização PGS .
(*) Em base a estudios clínicos realizados en el grupo IVI hasta 2012
(*) Com base nos estudos clínicos do grupo IVI até 2012

Falhas de implantação em ciclos de reprodução humana assistida

Existem ocasiões em que se produz com êxito a fecundação do óvulo, mas posteriormente o embrião criado não consegue se fixar na cavidade uterina. A denominada falha de implantação pode ocorrer principalmente por: Por problemas na cavidade uterina, receptividade endometrial ou por motivos embrionários. Se o motivo é embrionário, as anomalias cromossômicas são o que mais influenciam sobre a viabilidade embrionária, na qual, a seleção de embriões cromossomicamente normais mediante a técnica de PGS nos permite a melhora das possibilidades de uma implantação embrionária e consequentemente, uma gravidez. Em tais casos, a porcentagem de embriões anormais pode chegar a 65%.
Na IGENOMIX contamos com técnicas diferentes adaptadas as necessidades concretas para os casos de falha de implantação, com objetivo aumentar o êxito reprodutivo da paciente.

Infertilidade masculina

A função reprodutiva masculina requer uma qualidade espermática normal (quantidade e qualidade dos espermatozoides). Em casos de infertilidade masculina severa podemos realizar estudos cromossômicos em espermatozoides (ver teste SAT), sabemos que com uma contagem espermática baixa aumenta a porcentagem de espermatozoides cromossomicamente anormais e que por tanto, aumenta o risco de gerar embriões aneuploides. Assim, nestes casos, também seria indicado a realização de PGS com aCGH, com o objetivo de selecionar embriões cromossomicamente normais e aumentar o sucesso reprodutivo. A porcentagem de embriões aneuploides pode oscilar entre 55 a 65% em função da severidade da infertilidade masculina.

3. Qual vantagem que o PGS apresenta? Por que com IGENOMIX?

Ao realizar a FIV com PGS, o tratamento de reprodução humana se torna mais seguro para garantir a saúde genética do futuro bebê, para reduzir drasticamente o risco de abortamento e também de falhas de implantação, que na maioria das vezes ocorre por fatores genéticos do embrião.

  • Diagnóstico rápido e robusto com melhorias amplamente demonstradas nas taxas reprodutivas.
  • Taxa de embriões não-informativos diminuída, o que caracteriza um diagnóstico para cada embrião superior a 99%
  • Informação para todo o material genético (os 24 cromossomos).
  • Menos de 1% de DNA não detectado
  • Equipe de análise altamente qualificada
  • Resultados em 24h para casos frescos
  • Dupla assinatura que garante a revisão dos resultados por dois especialistas
  • Back up Scanner para segurança
  • Dry Run/Set up Grátis de consultoria para o aprimoramento contínuo das clínicas que trabalham conosco
  • Formação de Embriologistas para a segurança do embrião e dos resultados de nossas análises
  • Possibilidade de participação em Projetos de pesquisa que a Igenomix desenvolve continuamente no Brasil e no mundo

4. FAQ’s

1. O que é a biopsia embrionária? O embrião sofre algum dano?

A biopsia embrionária consiste na extração de uma ou mais células do embrião (dependendo do estado de desenvolvimento do mesmo). Trata-se de um método invasivo e que requer uma grande experiência e habilidade do embriologista que manipula os embriões. Se o embrião é manipulado corretamente, o mesmo se desenvolve e implanta com normalidade depois da biopsia embrionária e resulta em nascimentos saudáveis. De acordo com os estudos publicados, até o momento, ao se comparar crianças nascidas a partir de embriões biopsados e não biopsados apresentam resultados equivalentes em termos clínicos.

2. Pode-se realizar a biopsia no dia 3 em estado de blastocisto?

Em determinados centros de reprodução assistida os melhores resultados diagnósticos foram obtidos com uma biopsia de blastocisto (que muitas vezes envolve a vitrificação de embriões). Temos comprovado que os diagnósticos são igualmente precisos em biopsias de dia 3 e biopsias de blastocisto. A vantagem de se realizar no dia 3 de desenvolvimento é que não há a necessidade de se congelar os embriões nem atrasar o momento de se transferir o embrião. As vantagens de realizar a biopsia de blastocisto são que há uma maior quantidade de células para a análise genética e além disso, em alguns casos permite a análise genética dupla, para aneuploidias e para doenças monogênicas em casais com doenças genéticas hereditárias graves.

3. Ao realizar um estudo de aneuploidia por aCGH para os 24 cromossomos, isso inclui o estudo de todas as doenças genéticas?

Não, o estudo PGS de aneuploidias dos 24 cromossomos mediante aCGH consiste em fornecer uma informação cromossômica da célula acerca do número de cromossomos existentes. Nos revela também a presença de cromossomos extras, ou a perda cromossômica em nível global. Também permite a detecção de rearranjos cromossômicos (intercâmbios de partes dos cromossomos) de acordo com um certo tamanho e em uma situação de desequilíbrio (ou seja, que exista uma maior ou menor quantidade de material cromossômico para o fragmento alterado). No entanto, o estudo de aneuploidias não consiste em um estudo de todas as alterações genéticas possíveis. Assim, o estudo de aneuploidias dos 24 cromossomos mediante a aCGH não pode descartar: presença de mutações no DNA que produzam certas doenças genéticas; alterações estruturais, en situação de desequilíbrio, de tamanho menor que o limite de detecção da técnica; alterações estruturais equilibradas, que afetam ou não regiões codificantes do DNA, dissomias uniparentais, etc.

4. Qual a diferença entre aCGH e FISH 24? E com FISH 9?

Em ambas técnicas de PGS, aCGH e FISH 24, é estudado os 24 cromossomos. A maior diferença entre ambas as técnicas, está na maior confiabilidade dos resultados obtidos com o aCGH. Em 99% dos embriões se obtém um resultado informativo para todos os cromossomos analisados. O estudo de aneuploidia por FISH 24 tem vários inconvenientes técnicos, tais como sinais de sobreposição, degradação nuclear devido a várias rodadas de hibridação e qualidade da fixação nuclear, entre outros. Isso faz com que a taxa de embriões informativos seja menor.
Com relação ao FISH 9, a principal vantagem dos aCGH é que se analisam todos os cromossomos, e não existem as limitações do FISH quanto a qualidade de fixação nuclear.

5. Qual é a eficacia da técnica de NGS para as diferentes indicações?

Uma vez obtido o embrião cromossomicamente normal, a probabilidade de gestação em todas as indicações mediante a técnica de NGS é superior a 60% em pacientes com até 40 anos. Em mulheres acima de 40 anos há uma maior porcentagem de ciclos em que todos os embriões são anormais, porém se há embriões normais para a transferência, a taxa de gravidez pode aumentar para 50%, mostrando que o principal problema reprodutivo associado a idade feminina são as anomalias cromossômicas embrionárias.

6. Qual a porcentagem de embriões anormais observados mediante PGS?

Geralmente, a porcentagem de embriões cromossomicamente anormais em pacientes até 40 anos está entre 65-70%. Acima dessa idade, a porcentagem aumenta drasticamente, entre 85-90%

7. Se realizo um estudo do embrião para aneuploidias, é recomendável realizar um estudo genético de pré-natal?

Embora o PGS para triagem de aneuploidias seja uma técnica de alta precisão, não está isento das limitações inerentes ao material biológico em estudo. Como a análise cromossômica é realizada em uma única célula, não se pode excluir mosaicismo embrionário. Portanto, recomenda-se a realização de testes de pré-natal para confirmação cromossômica. Além disso, deve ter em consideração que já está disponível um teste pré-natal não invasivo através da análise de DNA fetal circulante no sangue materno (ver teste NACE).