Igenomix Brasil (11) 3197 5846 / 2111

ERA

Teste de receptividade do endométrio para casos de Falhas de Implantação

1. Apresentação: O que é?


ERA endometrial receptivity test : implantation failure

 

É um método diagnóstico inovador, desenvolvido e patenteado* pelo departamento de P&D da IGENOMIX com mais de 10 anos de pesquisa. Esta técnica permite verificar, do ponto de vista molecular, o status de receptividade endometrial da mulher.

ERA indica a janela de implantação (WOI), aumentando suas chances de transferência bem-sucedida
A receptividade endometrial é o estado no qual o endométrio se encontra quando está preparado para que ocorra a implantação embrionária. Isto ocorre em todos os ciclos menstruais de uma mulher fértil por volta do dia 19-21. Atualmente, o único estudo realizado no endométrio é o ultrassom, por tanto, não existe um outro método de análise que auxilie o médico na análise clínica.

Dentro do estudo de um casal infértil, a análise ERA, do inglês (Endometrial Receptivity Analysis), consiste em avaliar do ponto de vista molecular o status de receptividade endometrial da mulher como uma analise importante do fator uterino. Esta ferramenta molecular nos permite diagnosticar a existência de um endométrio receptivo ou não mediante a análise da expressão de um grupo de genes responsáveis por essa função. Para isso deve-se realizar uma biópsia endometrial no dia LH+7 (ciclo natural) ou P+5 (ciclo com preparo endometrial).

É analisada a expressão de 236 genes envolvidos na receptividade endometrial. Um software próprio analisa todos os dados obtidos, classificando o endométrio como receptivo ou não receptivo.

Mais Informação:
Era é um teste genético personalizado para o diagnóstico do estado de receptividade endometrial na janela de implantação feminina.

Essa ferramenta diagnóstica molecular utiliza a tecnologia NGS (next generation sequencing) para analisar os níveis de expressão de 236 genes relacionados com o status de receptividade endometrial. Ou seja, em um chip personalizado para a leitura de 236 genes analisamos a amostra de RNA obtida do tecido endometrial. Depois da hibridização, as intensidades dos sinais são lidas e analisadas por um software especifico que classifica as amostras em função de seu perfil de expressão como Receptivas ou Não Receptivas. A Análise de Receptividade Endometrial (ERA) foi criada, desenvolvida e patenteada por IGENOMIX (PCT/ES2009/000386).

2. Objetivo: Para que serve?


Mais de 10 anos de pesquisa favorecem este produto.
O teste ERA serve para avaliar o estado do endométrio e determinar se apresenta um perfil gênico de receptividade ou não no momento da realização da biópsia.

A análise permite determinar a janela de implantação personalizada e estabelecer, em função do resultado, uma transferência de embriões personalizada (pET)

Os resultados encontrados determinam se a mulher é ou não receptiva no momento da realização da biópsia. Se é receptiva, significa que sua janela de implantação está localizada no dia da realização da biópsia, e o embrião poderá ser implantado no útero neste período.
Um estado de não receptividade significa uma janela de implantação alterada. Deve-se proceder com um procedimento de acordo com o software, que lhe dá uma estimativa da sua janela de implantação personalizada. Isso permite que a implantação do embrião com êxito em um ciclo posterior o que denominamos de Transferência Embrionária personalizada (pET)

3. Indicação: Para quem e por quê?


Antes de iniciar um tratamento de reprodução assistida, o ERA identifica se a paciente possui uma janela implantação que precisa ser personalizada.
O ERA foi testado em pacientes que tiveram falha de implantação com embriões de qualidade morfológica boa. Este teste é indicado para pacientes com útero aparentemente normal e espessura endometrial normal (≥6 mm).

O teste ERA também pode ser realizado em pacientes com atrofia endometrial, que ocorre quando o endométrio não atinge a espessura de ≥6mm de forma consistente. No entanto, se uma paciente que normalmente atinge a espessura normal do endométrio apresenta pontualmente um grossor de endométrio menor que 6mm, recomendamos cancelar o ciclo em questão e iniciar um novo ciclo.

Em cerca de 28% destas pacientes é detectada uma janela de implantação deslocada.

A análise permite a determinação da janela de implantação personalizada e ajustada de acordo com o resultado para uma transferência de embriões (PET). O teste ERA deve ser prescrito por um médico e o resultado será enviado exclusivamente para o mesmo, ele nunca será enviado para o paciente. O médico que prescreve o teste será responsável por enviar o relatório ao paciente.

4. Que tecnologia utiliza o teste ERA?

Em janeiro de 2017 o teste de receptividade endometrial passa a utilizar a tecnologia NGS (Next Generation Sequencing). A mudança da tecnologia anterior CGH-arrays, além de permitir ampliar a quantidade de amostras processadas, possibilita o desenvolvimento de um novo Preditor aplicado à mesma amostra, com o objetivo de aumentar ainda mais a eficácia deste diagnóstico genético.

Utilizamos informação obtida a partir da análise de mais de 12.000 amostras processadas para o teste ERA para o desenvolvimento desse novo Preditor. Esta informação nos permitiu definir com uma maior precisão cada um dos perfis endometriais e suas subcategorias com relação ao objetivo final, que é a gestação e o nascimento do bebê através do sucesso do tratamento de reprodução humana.

Por outro lado, a tecnologia NGS possibilita o aumento da flexibilidade das análises genéticas, permitindo agregar outros testes, como por exemplo o microbioma endometrial, que está sendo preparado para em breve poder ser realizado a partir da mesma amostra, e dessa forma complementar a informação obtida através do teste ERA com relação a receptividade endometrial.

5. Benefícios de identificar a janela de implantação?

Esse é o método diagnóstico da receptividade endometrial. Antes de começar um tratamento de reprodução assistida, o ERA permite detectar a janela de implantação personalizada da paciente, importante para que se utilize medidas corretoras para que a transferência embrionária seja feita no momento adequado e que o tratamento da infertilidade tenha êxito.

O teste ERA demonstra uma alta sensibilidade e especificidade na detecção de perfis de expressão gênica associados à receptividade.

O método clássico de análise do estado do endométrio se baseia em critérios histológicos. Esse método demonstrou que não discrimina entre pacientes férteis e inférteis e possui um algo grau de subjetividade, resultando em uma aplicação clínica nula.

6. FAQ’s

1. Em quais tipos de ciclo se pode realizar o teste ERA?

O teste ERA deve ser realizado no ciclo natural ou ciclo com preparo endometrial. O diagnóstico de receptividade é válido para o tipo de ciclo que se realizou o teste, assim a transferência de embriões deve ser realizada no mesmo tipo de ciclo (e janela de implantação no caso de personalização) no qual se obteve um diagnóstico de Receptivo.

2. Qual o método de medição de ovulação em ciclo natural?

Em ciclos naturais pode-se medir o momento da ovulação com tiras reativas de LH na urina, medição direta de LH no soro sanguíneo ou seguimento da ruptura do folículo por ultrassom.

3. Qual é a estratégia de aplicação do teste ERA?

Realizar a biópsia de endométrio em ciclo natural ou com preparo endometrial para a realização do teste ERA

Resultado “Receptivo”
Se a paciente tiver congelado óvulos ou embriões, ou possui óvulos frescos ou embriões frescos de doadores de óvulos: Transferir no mesmo tipo de ciclo (natural ou preparo endometrial) em que o teste foi realizado com resultado receptivo.

Se o paciente NÃO tem óvulos ou embriões congelados próprios e deseja utilizar seus próprios óvulos: Deve-se realizar um ciclo de estimulação ovariana para criopreservação de óvulos ou de embriões. Em um ciclo posterior transferir embriões no mesmo tipo de ciclo (natural ou preparo endometrial) em que o teste foi realizado com resultado receptivo.

Resultado “Não-Receptivo” com recomendação de nova janela de implantação (W01)
Se o resultado do primeiro teste ERA foi considerado Não-receptivo e a análise do perfil de expressão sugere que a janela de implantação pode estar deslocada, é necessário validar a nova janela de implantação com um segundo teste ERA.

A partir dos resultados do primeiro laudo do teste ERA será personalizado o protocolo para a realização de uma nova coleta de amostra do endométrio da paciente.

Resultado “Não-Receptivo” sem recomendação de janela de implantação
Se o resultado do primeiro teste ERA foi Não-Receptivo, a probabilidade associada a esse diagnóstico é baixa e a análise do perfil de expressão não sugere uma janela de implantação deslocada, e não podemos oferecer uma solução terapêutica.

4. Como deve-se realizar a biópsia de endométrio?

Deve-se realizar a biopsia de fundo uterino em um procedimento habitual com uma cânula Pipelle catheter ou similar. Por volta de 70 miligramas de tecidos são suficientes. Por exemplo, isso equivale a um cubo de 7 milímetros de largura.

5. Como calcular o dia da biópsia endometrial?

Ciclo Natural
Se determinado pela urina ou pelo soro, o dia do pico de LH é denominado como LH+0. Deve-se contar 7 dias até o dia LH+7 (aproximadamente 168 horas) para a realização da biópsia.
Se determinado pelo ultrassom, o dia da ovulação é denominado como Ov+0 Deve-se contar 6 dias até o dia Ov+6 (aproximadamente 144 horas) para a realização da biópsia.

Ciclo Preparo Endometrial

Antes do preparo, a paciente irá realizar ultrassonografia e exames hormonais. A partir dos resultados positivos das avaliações anteriores é iniciado o uso de de estrógenos durante 7-10 dias. Um novo ultrassom deve ser realizado para verificar se o endométrio está com uma espessura entre 6-7mm, momento onde deve-se dosar a P4 no sangue. Se o resultado for P4 < 1mg/ml, então deve ser dado início a P4 exógena durante 120h.

Se o dia que iniciou-se o tratamento com a Progesterona denomina-se como P+0, a biópsia deve ser realizada no dia P+5. Se o dia de início é denominado P+1, o dia da biópsia será P+6.

6. Como se calcula o dia da biópsia com uma recomendação de nova janela de implantação (W01) depois de um resultado Não-receptivo?

O cálculo do dia de biópsia para a recomendação de uma nova janela de implantação deve ser personalizado a partir dos resultados do laudo do primeiro teste de receptividade endometrial realizado.

Ciclo Natural
Se determinado pela urina ou pelo soro, o dia do pico de LH é denominado como LH+0. Devemos sempre realizar a biopsia endometrial 7 dias após este pico, LH+7. Caso o resultado da análise indique que a janela está deslocada em 2 dias a mais, por exemplo, deve-se contar 2 dias a mais (48 horas) do que o previsto, até LH+9, para a realização de uma nova biópsia.

Ciclo com Preparo Endometrial

Uma vez iniciado o ciclo com preparo endometrial, ainda considerando o exemplo de indicação de dois dias de deslocamento para frente, que poderá variar de acordo com a personalização da paciente, deve-se contar dois dias a mais do dia da biópsia anterior, ou seja, sete dias completos de utilização da progesterona para a realização da biopsia, já que a indicação é de se realizar o teste ERA com 120 horas de ação da progesterona (P+5). Se o dia que foi iniciado o tratamento com a Progesterona denomina-se como P+0, a biopsia deve ser realizada no dia P+7.

6. Outros documentos científicos

Endometrial receptivity array: Clinical application.

Mahajan N.
J Hum Reprod Sci.2015 Jul-Sep;8(3):121-9. doi: 10.4103/0974-1208.165153. PMID: 26538853 [PubMed] PMCID: PMC4601169. [Epub ahead of print]
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/26538853

Human Endometrial Transcriptomics: Implications for Embryonic Implantation.

Gómez E, Ruíz-Alonso M, Miravet J, Simón C.
Cold Spring Harb Perspect Med. 2015 Mar 27. pii: a022996. doi: 10.1101/cshperspect.a022996. [Epub ahead of print]
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/?term=Human+Endometrial+Transcriptomics%3A+Implications+for+Embryonic+Implantation

The genomics of the human endometrium.

Ruiz-Alonso M, Blesa D, Simón C.
Biochim Biophys Acta. 2012 Dec;1822(12):1931-42.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22634130

Profiling the gene signature of endometrial receptivity: clinical results.

Garrido-Gómez T, Ruiz-Alonso M, Blesa D, Diaz-Gimeno P, Vilella F, Simón C.
Fertil Steril. 2013 Mar 15;99(4):1078-85.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/23312228

Impact of final oocyte maturation using gonadotropin-releasing hormone agonist triggering and different luteal support protocols on endometrial gene expression.

Bermejo A, Cerrillo M, Ruiz-Alonso M, Blesa D, Simón C, Pellicer A, Garcia-Velasco JA.
Fertil Steril. 2014 Jan;101(1):138-146.e3.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24182413

The impact of using the combined oral contraceptive pill for cycle scheduling on gene expression related to endometrial receptivity.

Bermejo A, Iglesias C, Ruiz-Alonso M, Blesa D, Simón C, Pellicer A, García-Velasco J.
Hum Reprod. 2014 Jun;29(6):1271-8. doi: 10.1093/humrep/deu065. Epub 2014 Apr 4.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24706003

Clinical management of endometrial receptivity.

Blesa D, Ruiz-Alonso M, Simón C.
Semin Reprod Med. 2014 Sep;32(5):410-3. doi: 10.1055/s-0034-1376360. Epub 2014 Jun 24.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/24959823

Transcriptomics of the human endometrium.

Díaz-Gimeno P, Ruíz-Alonso M, Blesa D, Simón C.
Int J Dev Biol. 2014;58(2-4):127-37. doi: 10.1387/ijdb.130340pd.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25023678

Timing the window of implantation by nucleolar channel system prevalence matches the accuracy of the endometrial receptivity analysis.

Nejat EJ, Ruiz-Alonso M, Simón C, Meier UT.
Fertil Steril. 2014 Sep 17. pii: S0015-0282(14)02025-1. doi: 10.1016/j.fertnstert.2014.07.1254.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25241377

Deciphering the proteomic signature of human endometrial receptivity

Hum Reprod. 2014 Sep;29(9):1957-67. doi: 10.1093/humrep/deu171. Epub 2014 Aug 8
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/25106620